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Relatórios de concretização do processo de Bolonha
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Relatório de concretização do processo de Bolonha
Ano lectivo de 2008/2009
 
Para cumprimento do artigo 66.º-A do Decreto-Lei n.º 107/2008, de 25 de Junho
23 de Dezembro de 2009
 

SUMÁRIO

Ano Lectivo de 2008/2009

Introdução

1.- Abertura do ano lectivo
1.1.- Reuniões preparatórias
1.2.- Oferta formativa
1.2.1.- Novos cursos
1.2.2.- Alterações aos planos de estudo dos cursos em funcionamento

2.- Organização e funcionamento
2.1.- Calendário escolar
2.2.- Controlo da assiduidade
2.3.- Prosseguimento de estudos

3.- Regulamentos e normas
3.1.- Regulamento sobre inscrição em unidades curriculares e prosseguimento de estudos
3.2.- Despachos reitorais

4.- Alterações estatutárias  e inovações orgânicas
4.1.- Novos Estatutos da Universidade Autónoma de Lisboa
4.2.- Reorganização dos departamentos
4.3.- Gabinete de Apoio aos Mestrados e Doutoramentos
4.4.- Provedoria do Estudante

5.- Organização dos estudantes
5.1.- Reestruturação funcional da Associação de Antigos Alunos
5.2.- Associação Académica
5.3.- Apoios aos estudantes

6.- Recursos de ensino e aprendizagem
6.1.- Biblioteca Central
6.2.- Oficinas de competências
6.3.- Autónoma 24h

7.- Avaliação e garantia da qualidade
7.1.- Comissão Parlamentar de Educação e Ciência
7.2.- Avaliação Interna
7.3.- Avaliação institucional pela EUA (Associação Europeia das Universidades)

8.- Mobilidade de estudantes e professores

9.- Investigação científica

10.- Provas públicas
10.1.- Grau de Mestre
10.2.- Grau de Doutor
10.3.- Título de Agregado
10.4.- Categoria de Associado

11.- Relatórios dos departamentos
11.1.- Departamento de Arquitectura
11.2.- Departamento de Ciências da Comunicação
11.3.- Departamento de Ciências Económicas e Empresariais
11.4.- Departamento de Ciências e Tecnologias
11.5.- Departamento de Direito
11.6.- Departamento de Psicologia e Sociologia
11.7.- Departamento de Relações Internacionais

12.- Dificuldades e potencialidades do Processo de Bolonha
12.1.- Dificuldades
12.2.- Potencialidades

13.- Orientações prospectivas

Síntese dos relatórios dos departamentos

Índice de Anexos
Listagem de anexos

 
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ANO LECTIVO de 2008/2009

Introdução

No ano lectivo de 2008-2009 a principal preocupação foi consolidar as reformas implantadas e continuar a desenvolver as que careciam de aperfeiçoamento e/ou correcção, na linha do que já tinha acontecido no ano lectivo de 2007/2008.

Vejamos as  principais novidades a assinalar.

No que respeita à organização do calendário escolar optou-se por concentrar as semanas dedicadas à consolidação de conhecimentos por se ter verificado que a distribuição das mesmas ao longo de cada semestre criaram diversos problemas na gestão dos programas e na forma como os docentes utilizaram essas paragens.

De registar a aprovação de quatro novas licenciaturas, cinco mestrados e um doutoramento, aumentando a oferta de formação graduada em cerca de 14%, procedendo-se igualmente a alterações de planos de estudo em três licenciaturas e três mestrados, um dos quais com uma nova especialidade. Assistiu-se também a um aumento substancial no desenvolvimento de actividades profissionais.

Ao nível das estruturas de apoio à concretização do Processo de Bolonha e ao novo regime jurídico das instituições de ensino superior, são de realçar várias iniciativas, a saber: i)- a publicação dos novos estatutos da universidade; ii)- a criação da Provedoria do Estudante; iii)- a criação do Gabinete de Apoio aos Mestrados e Doutoramentos; iv)- o relançamento, em novos moldes de funcionamento, do Gabinete de Antigos Alunos; v)- e o aluguer de novas instalações para salas de aula na Rua do Conde do Redondo n.º 145, edifício próximo da sede da universidade, destinado fundamentalmente à área científica da Psicologia (licenciatura), mestrado em Direito e a pós-graduações de desenvolvimento profissional de alto nível relacionadas com o Direito do Trabalho, Fiscal, Administrativo, Empresarial e Imobiliário. Com cinco andares, num total de cerca de 1.000 m2, cada andar tem duas salas de aulas, contando-se ainda três laboratórios, um de Neuro Ciências, outro de Psicometria e um outro de Logopedia.

Quanto à dinamização da mobilidade de estudantes e docentes realçam-se as iniciativas do Gabinete de Relações Internacionais e Institucionais cujas actividades começaram a produzir efeitos no final do ano lectivo de 2007/2008.
Relativamente aos processos de avaliação, embora com resultados ainda insatisfatórios no que diz respeito à participação dos alunos, continuou-se o processo de avaliação interna com vista à consolidação de um sistema que possa vir a ser acreditado por uma entidade externa à UAL. Do mesmo modo se constituiu uma comissão de auto-avaliação (Abril de 2009), coordenada pelo Professor Doutor José Amado Mendes, para preparar a avaliação institucional da EUA (Associação Europeia das Universidades) que teve lugar nos dias 24, 25 e 26 de Novembro de 2009. 

Ao nível da produção científica que resulta das provas públicas para a obtenção dos graus de mestre e de doutor, o ano lectivo de 2008/2009 constituiu um marco fundamental na transição para o Processo de Bolonha como se poderá constatar nos dados fornecidos no ponto 10). 

Finalmente, embora não faça parte do conteúdo do presente relatório, há que destacar a estratégia de ligação ao sector profissional e ao ensino secundário tendo em vista o prosseguimento de estudos e a valorização de competências. Esta estratégia fundou-se nas acções de formação de curta duração (Plano Operacional do Potencial Humano), nos cursos de especialização tecnológica na área das ciências informáticas, na validação de competências com a criação do Centro de Novas Oportunidades e na formação profissional promovida pelo Instituto de Artes e Ofícios com sede no pólo de Campo de Ourique.   
 
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1.- ABERTURA DO ANO LECTIVO

1.1.- Reuniões preparatórias

Nos dias 2,3 e 4 de Setembro foram realizadas reuniões com os directores, subdirectores e secretários dos departamentos sobre o Relatório de Concretização de Bolonha, questões relacionadas com o problema das creditações, programa de avaliação interna da qualidade, reuniões dos órgãos colegiais e calendário das alterações aos planos de estudo.

No dia 5 de Setembro foi realizada uma reunião com os elementos do Grupo de Trabalho para a Dinamização das Actividades Colegiais dos Departamentos criado pelo despacho reitoral n.º. 15/08, de 25 de Julho. Foram discutidas as melhores metodologias para o grupo promover, em colaboração com os directores de departamento, reuniões dos Conselhos Escolares e das Comissões Científicas. A Dr.ª Célia Quintas, do Gabinete de Auto-Avaliação para a Qualidade, fez uma exposição, acompanhada da distribuição de documentação, sobre o programa que vai ser implantado no ano lectivo de 2008/2009 em colaboração com o grupo de trabalho. A criação das comissões de auto-avaliação dos departamentos será da responsabilidade do grupo de trabalho e respeitará o disposto no ponto 4) do despacho reitoral já referido.  Foram adquiridos vários exemplares do livro Bolonha, Ensino e Aprendizagem por projecto  para ser distribuído pelo grupo e pelas direcções dos departamentos com o objectivo de apoiar as suas actividades.

No dias 22 e 24 de Outubro foram realizadas reuniões com os directores dos departamentos de Psicologia e Sociologia, Ciências Económicas e Empresarias, Ciências e Tecnologias, Ciências da Comunicação, História e Relações Internacionais. E no dia 27 teve lugar uma reunião com o departamento de Arquitectura e o departamento de Direito. Estas reuniões tiveram como agenda de trabalho o teor do despacho reitoral de 25 de Junho de 2007 sobre o envio para a Reitoria das cópias das actas dos Conselhos Escolares e a entrega dos relatórios sobre as actividades do corpo docente. Foram também feitas considerações sobre as auditorias realizadas aos processos documentais dos mestrados. As reuniões foram coordenadas pelo Gabinete da Reitoria e pela Administração Escolar.

 
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1.2.- Oferta formativa

No final do ano lectivo, a oferta formativa relativa aos cursos conferentes de grau é a constante do Anexo I ao presente relatório, ou seja, 19 cursos de 1.º ciclo, 13 cursos de 2.º ciclo e 5 cursos de 3.º ciclo.

 
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1.2.1.- Novos cursos

Os novos cursos aprovados pela Direcção-Geral do Ensino Superior foram os seguintes:

a)- Licenciatura em Gestão de Actividades Turísticas com especialidades em Gestão de Empresas de Turismo e em Planeamento Estratégico dos Destinos Turísticos (DR, II Série, n.º 209, de 28 de Outubro de 2008);

b)- Licenciatura em Administração e Gestão Desportiva com especialidades em Organização de Eventos Desportivos e em Gestão Pública do Desporto (DR, II Série, n.º 209, de 28 de Outubro de 2008);

c)- Licenciatura em Gestão e Administração Pública (DR, II Série, n.º 128, de 6 de Julho de 2009);

d)- Licenciatura em Ciências Informáticas (DR, II Série, n.º 129, de 7 de Julho de 2009);

e)- Uma nova especialidade no mestrado em Direito sobre Ciências Jurídico-Criminais (DR, II Série, n.º 116, de 18 de Junho de 2008);

f)- Mestrado em História do Municipalismo e Políticas Locais (DR, II Série, n.º 231, de 27 de Novembro de 2008);

g)- Mestrado em Psicologia com especialidades em Psicologia Clínica e de Aconselhamento e em Psicologia da Linguagem e Logopedia (DR, II Série, n.º 79, de 22 de Abril de 2008);

h)- Mestrado em Relação de Ajuda e Intervenção Terapêutica (DR, II Série, n.º 85, de 2 de Maio de  2008);

i)- Mestrado em História da Náutica e Arqueologia Naval (DR, II Série, n.º 231, de 27 de Novembro de 2008);

j)- Mestrado em Engenharia e Tecnologia Informáticas (DR, II Série, n.º 231, de 27 de Novembro de 2008)

l)- Doutoramento em Psicologia (DR, II Série, n.º 145, de 29 de Julho de 2009);

 
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1.2.2.- Alterações aos planos de estudo dos cursos em funcionamento

Foram alterados alguns planos de estudo atendendo às exigências das práticas pedagógicas e científicas, nomeadamente:

a)- Licenciatura em Gestão (DR, II Série, n.º 62, de 30 de Março de 2009) com a adequação a novas unidades curriculares;

b)- Licenciatura em Informática (DR, II Série, n.º 62, de 30 de Março de 2009) com unidades curriculares comuns a outros cursos na mesma área científica;

c)- Licenciatura em Informática de Gestão (DR, II Série, n.º 62, de 30 de Março de 2009) com unidades curriculares comuns a outros cursos na mesma área científica;

d)- Mestrado em Gestão de Empresas (DR, II Série, n.º 62, de 30 de Março de 2009) com possibilidade de elaboração de dissertação, trabalho de projecto ou relatório de estágio em todas as especialidades;

e)- Mestrado integrado de Arquitectura (DR, II Série, n.º 62, de 30 de Março de 2009) com novas adaptações na área de Projecto mais conformes à avaliação final do Projecto X que corresponde a conclusão da dissertação.

 
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2.- ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO

2.1.- Calendário escolar

Na organização do ano lectivo destacaram-se, como foi já referido, os problemas resultantes da distribuição das semanas de avaliação e consolidação pelo que se decidiu concentrar estas actividades num único período. Ver, sobre o assunto, o Anexo II acompanhado   pelo respectivo organograma.

 Tal como nos anos anteriores, o cumprimento da alínea c) do artigo 5º do decreto-lei n.º 42/2005, de 22 de Fevereiro, foi feito com muitas dificuldades, atendendo à necessidade de conjugação de vários factores dos quais destacaríamos a conclusão tardia da colocação dos alunos do ensino secundário candidatos ao ensino superior, com consequências na gestão dos primeiros semestres dos primeiros anos dos cursos e a obrigatoriedade em satisfazer o total das horas de contacto e de consolidação de conhecimentos de acordo com os cálculos de créditos ECTS.

Manteve-se a estrutura semestral composta por um conjunto de 15 semanas de sessões de contacto e de 5 semanas para sessões de consolidação de conhecimentos durante as quais os docentes continuaram a contactar com os alunos, não para a transmissão de conteúdos programáticos mas para orientação de trabalhos, exposições orais, realização de testes de aferição, visitas de estudo, revisão de temas leccionados, seminários, trabalhos práticos e outras actividades de apoio à unidade curricular.

A conjugação destas semanas e destas actividades com os calendários de exames finais tem causado muitos problemas já que a sobreposição de tarefas pedidas aos docentes tem implicado um enorme acréscimo de trabalho, para além da gestão dos serviços de exame, aumento de atendimentos nas secretarias dos departamentos e na secretaria geral. A gestão da utilização das salas de aula não tem sido fácil quando se pretende evitar a sobreposição das sessões de contacto e consolidação com a realização das mais diversas provas de exame.

No que respeita à organização lectiva dos cursos de 2º e 3º ciclos ainda não foi possível estabilizar um calendário próprio atendendo a questões diversas, entre as quais avultam a oportunidade na abertura dos cursos, a disponibilidade do corpo docente e a conclusão dos cursos do 1º ciclo devido à entrega dos trabalhos finais.

O processo de avaliação interno, que ocorre nos finais de cada semestre, coincide com uma forte carga de trabalho dos alunos e professores e, por isso, tem causado problemas, quer na participação dos alunos quer no fecho da gestão da avaliação contínua.

Para que as reuniões dos órgãos colegiais dos departamentos, nomeadamente dos seus Conselhos Escolares, Comissões Pedagógicas e Comissões Científicas, não causassem os problemas dos anos anteriores foi decidido que o dia de quarta-feira, de parte de tarde, estivesse reservado fundamentalmente para estas reuniões e outras que fossem tidas por necessárias para o acompanhamento das aprendizagens e das avaliações como, por exemplo, as que tiveram lugar com os delegados de turmas de cada ano.
 
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2.2.- Controlo da assiduidade

Os procedimentos relativos ao sumário das sessões de contacto com os alunos, o controlo da assiduidade e as fichas de avaliação dos alunos sofreram alguns reajustamentos. Continuar-se-ão a desenvolver melhorias na Plataforma Inteligente de Controlo de Assiduidade a par das inovações que estão a ser implantadas na Secretaria Virtual.  E tudo isto porque se constatou que, no final do ano, a taxa de assiduidade dos alunos que optaram pela avaliação contínua passou de 80% no ano lectivo de 2007/2008 para cerca de 70% no corrente ano, um decréscimo que teve correlação com os calendários de alguns cursos e das suas cargas horárias. Também se verificou uma diminuição de cerca de 15%  na presença às sessões de contacto, um facto que obriga a uma atenção muito especial sobre o sistema de controlo da assiduidade durante o próximo ano lectivo.
 
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2.3.- Prosseguimento de estudos
           
O despacho reitoral n.º 20/08, de 27 de Outubro, regulamentou, com rigor e coerência, a creditação da experiência profissional e da formação pós-secundária tendo em vista o prosseguimento de estudos para obtenção de grau académico ou diploma conforme o estipulado pelo artigo 45.º do decreto-lei n.º 74/2006, de 26 de Março, alterado pelo decreto-lei n.º 107/2008, de 25 de Junho (ver 3.2)

De acordo ainda com o disposto pelo artigo 45.º e 44.º dos mesmos decretos    foi organizado um Seminário de Metodologia do Trabalho Científico especialmente concebido para os licenciados anteriores a Bolonha que solicitaram a inscrição num curso de mestrado. As comissões científicas dos departamentos, para além da frequência com aproveitamento deste seminário, procederam às creditações respectivas das formações e da experiência profissional dos candidatos.

Para um melhor enquadramento desta iniciativa inovadora, com excelentes resultados e um grau de satisfação muito elevado por parte dos candidatos, descrevem-se, em seguida, alguns tópicos de caracterização deste seminário:

a)- A organização do plano de estudo

A estrutura geral do Seminário de Metodologia do Trabalho Científico pretende que os objectivos a atingir pelo estudante, tendo em atenção a formação teórica aprofundada e a aquisição de competências, lhe permitam desenvolver a investigação bem como competências para o exercício das práticas profissionais.

Daí que os conteúdos e as metodologias visem não só uma sólida fundamentação teórica, mas também uma forte componente prática. Além disso, estando o seminário organizado em função do desenvolvimento de competências e centrado no processo de aprendizagem, a estrutura adoptada supõe uma metodologia que apoia o trabalho do estudante, tanto individual como em grupo, orientando os tempos de contacto para as necessidades concretas da aprendizagem. Logicamente, daí decorrerá que o futuro profissional estará em melhores condições para desenvolver a sua capacidade de auto-aprendizagem e para a formação ao longo da vida.

Por outro lado, o novo regime jurídico dos graus e diplomas do ensino superior introduziu diversas alterações no que diz respeito ao acompanhamento dos processos de ensino e aprendizagem bem como na observância de estruturas normalizadas na organização das unidades orgânicas responsáveis pelos cursos. Deste modo, o plano de estudos teve em atenção a forma de cálculo das horas de trabalho dos alunos, os objectivos gerais e específicos, as metodologias adoptadas, a descrição do método de avaliação dos conhecimentos teóricos e teórico-práticos e o planeamento das sessões de contacto abrangendo os conteúdos programáticos e a descrição das actividades pedagógicas e científicas e de iniciação à prática profissional. Para cada formando foi nomeado um tutor que o acompanhará em todas as actividades.

b)- A estrutura curricular

O plano de estudos, coordenado pelo Professor Doutor José Subtil com a colaboração docente da Professora  Doutora Nazaré Gomes dos Santos e do Professor Doutor Luís Fraga, é constituído por três módulos. Num primeiro módulo (36 horas, 12 semanas a 3h por semana) são  abordados os métodos e técnicas de apoio à investigação (análise textual, análise temática e interpretativa; técnicas de pesquisa bibliográfica; normas documentais de referenciação bibliográfica) e a redacção e apresentação da dissertação (elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais). O segundo módulo (15 horas, 5 semanas a 3h por semana) tem por objectivo iniciar o processo da investigação (preparação do projecto de investigação, tema, delimitação, problema, hipóteses, objectivos, justificação, pressupostos teóricos, revisão da literatura, metodologia e pesquisa bibliográfica exploratória). Num  terceiro módulo é elaborado o projecto de investigação de acordo com um modelo previamente definido (Anexo III).

No que respeita ao total de horas, o Seminário cobre 73 horas de contacto, 145 horas para consolidação de conhecimentos e 160 horas em regime de tutoria, num total de 15  ECTS.

 
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3.- REGULAMENTOS E NORMAS

3.1.- Regulamento sobre inscrição em unidades curriculares e prosseguimento de estudos
           
De acordo com  o decreto-lei n.º 107/208, de 25 de Junho, artigo n.º 46.º A, está para aprovação em Conselho Científico o projecto de Regulamento do Regime de Estudos em Tempo Parcial e da Inscrição Avulsa em Unidades Curriculares (Anexo IV)

 
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3.2.- Despachos reitorais
           
Para continuar a regular as práticas académicas decorrentes da aplicação do Processo de Bolonha que os regulamentos, entretanto aprovados, não contemplavam [1] ou, ainda, para reforçar as estruturas organizativas, foram publicados uma série de despachos reitorais sobre os seguintes temas:

a)- Despacho reitoral n.º 15/08, de 25 de Julho, sobre a constituição de um grupo de trabalho para dinamizar as actividades colegiais dos departamentos, sobretudo as reuniões dos Conselhos Escolares, das Comissões Científicas e o apoio às comissões de auto-avaliação (Anexo V);  

b)- Despacho reitoral n.º 17/08, de 25 de Setembro, a esclarecer dúvidas que surgiram relativamente à aplicação do artigo 10.º e do ponto 9) do artigo 5.º do Regulamento Geral de Avaliação de Conhecimentos (Anexo VI) [2];

c)- Despacho reitoral n.º 18/08, de 1 de Outubro, que cria o Gabinete de Apoio aos Mestrados e Doutoramentos com diversas incumbências entre as quais há a salientar a organização e guarda dos processos, secretariado das provas públicas, criação e actualização de um sistema de informação de apoio à decisão da administração escolar e da reitoria (Anexo VII);

d)- Despacho reitoral n.º 20/08, de 27 de Outubro, sobre a creditação da experiência profissional e da formação pós-secundária tendo em vista o prosseguimento de estudos para obtenção de grau académico ou diploma, conforme o estipulado pelo artigo 45.º do decreto-lei n.º 74/2006, de 26 de Março, alterado pelo decreto-lei n.º 107/2008, de 25 de Junho (Anexo VIII); 

e)- Despacho reitoral n.º 21/08, de 28 de Outubro, a atribuir funções ao vice-reitor para assegurar a orientação das reuniões do Conselho Científico e do Conselho Pedagógico (Anexo IX);

f)- Despacho reitoral n.º 23/08, de 25 de Novembro, determinando o ciclo documental dos processos de mestrado e doutoramento a cargo do Gabinete de Apoio aos Mestrados e Doutoramentos (Anexo X);

g)- Despacho reitoral n.º 28/09, de 6 de Abril, a solicitar às direcções de departamento os planos de estudo de transição para os alunos que frequentam os cursos que foram objecto de alterações (Anexo XI);

h)- Despacho reitoral n.º 29/09, de 7 de Abril, regulando os cursos de mestrado cujo trabalho final consista na apresentação de um relatório de estágio (Anexo XII);

i)- Despacho reitoral n.º 30/09, de 14 de Abril, sobre certificados e diplomas do grau de mestre e de doutor (Anexo XIII).

[1] Sobre estes regulamentos ver os anteriores relatórios publicados no website da UAL, sítio da Comissão para a Dinamização do Processo de Bolonha.

[2] Sobre o Regulamento Geral de Avaliação de Conhecimentos ver relatório do ano lectivo 2006/2007, no website da UAL, sítio da Comissão para a Dinamização do Processo de Bolonha.
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4.- ALTERAÇÕES ESTATUTÁRIAS  E INOVAÇÕES ORGÂNICAS

4.1.- Novos Estatutos da Universidade Autónoma de Lisboa
           
De acordo com  a Lei n.º 62/2007, de 10 de Setembro, alínea b) do artigo 30.º , foram publicados no Diário da República, II Série, n.º 164, de 25 de Agosto de 2009,  os novos Estatutos da Universidade Autónoma de Lisboa Luís de Camões, depois de aprovados pela tutela (Anexo XIV). 

Como elementos estruturantes dos novos estatutos são de destacar os seguintes: i)- a designação do Reitor compete à Entidade Instituidora por um mandato de quatro anos, renovável uma única vez e é coadjuvado por um ou mais vice-reitores, por si designados de entre os professores ou investigadores da UAL; ii)- o Conselho Científico passou a ser constituído por 25 membros, integrando representantes dos docentes e investigadores, podendo ainda integrar dois membros convidados de outras instituições ou personalidades de reconhecida competência; iii)- o Conselho Pedagógico é composto por 20 elementos, eleitos, em paridade, pelo corpo docente e pelos estudantes; iv)-  a gestão das unidades orgânicas (Departamentos, Centros de Investigação e Institutos) é assegurada pelos respectivos directores, conselhos escolares e comissões científicas.

No seguimento das recomendações do Processo de Bolonha, os novos estatutos introduziram, assim, algumas inovações quanto à participação dos estudantes na gestão, especialmente no Conselho Pedagógico, uma vez que a sua participação se passa a fazer em paridade com a dos docentes mas, igualmente, através da Associação Académica, da Associação dos Antigos Estudantes e do Provedor do Estudante.

 
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4.2.- Reorganização dos departamentos

A experiência decorrente das actividades pedagógicas ao longo do ano tem mostrado alguma dispersão de áreas científicas com afinidades curriculares por diversos departamentos bem como a necessidade em rentabilizar melhor a coordenação do corpo docente. Neste sentido está em estudo uma reorganização das direcções dos cursos tendo como objectivo reduzir o número de departamentos e concentrar em núcleos mais homogéneos a gestão dos recursos disponíveis.   

 
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4.3.- Gabinete de Apoio aos Mestrados e Doutoramentos

O despacho reitoral n.º 18/08, de 1 de Outubro (ver 3.2), criou o Gabinete de Apoio aos Mestrados e Doutoramentos com diversas incumbências entre as quais há a salientar as seguintes:

a)- Atendimento aos candidatos a mestrados e doutoramentos, tanto para os esclarecer sobre s cursos como para os apoiar no acto das inscrições;

b)- Secretariado de todas as provas públicas desde a constituição dos júris, divulgação das provas, redacção de actas, proceder aos registos, assegurar os depósitos legais e emitir certidões e diplomas;

c)- Apoio aos departamentos na promoção e desenvolvimento dos cursos de 2.º e 3.º ciclos;

d)- Manutenção de um sistema de informação sobre os candidatos e as provas;

e)- Custódia dos processos documentais e dos exemplares das dissertações e teses;

f)- Elaboração de relatórios de acompanhamento dos cursos.

No que respeita à organização e guarda dos processos, o despacho reitoral n.º 23/08, de 25 de Novembro, determinou algumas regras sobre  o ciclo documental, nomeadamente quanto aos processos findos, os processos em curso e ainda sobre a edição de catálogos on-line sobre os trabalhos aprovados em provas públicas.

 
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4.4.- Provedoria do Estudante
           
De acordo com  a Lei n.º 62/2007, de 10 de Setembro, artigo 25.º, foi criado, em 16 de Dezembro de 2008, o cargo de Provedor do Estudante sendo nomeado pela direcção da CEU, ouvido o Magnífico Reitor, o Senhor Prof. Dr. José Augusto Perestrelo de Alarcão Troni (Anexo XV). O cargo ficou também consagrado nos novos estatutos da universidade (artigos n.º s 70 e 71). 

Está em discussão, na Direcção da CEU, um Anteprojecto do Regimento da Provedoria do Estudante da Universidade Autónoma de Lisboa (Anexo XVI) para ser presente ao parecer da Reitoria.

 
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5.- ORGANIZAÇÃO DOS ESTUDANTES

5.1.- Reestruturação funcional da Associação de Antigos Alunos
           
De acordo com  a Lei n.º 62/2007, de 10 de Setembro, artigo 23.º, bem como do artigo 69.º dos Estatutos da UAL, foram estreitadas as relações de apoio aos antigos estudantes através de um Gabinete de Antigos Alunos (Alumni) e da instalação de um serviço permanente que tenha por objectivo criar e actualizar uma base de dados que permita uma divulgação atempada das iniciativas da universidade, manter a comunicação com todos os diplomados e as empresas onde exercem a actividade profissional.

Está igualmente em estudo a criação de uma plataforma interactiva (website) para agilizar esta comunicação bem como a elaboração de um programa de mentorship e desenvolvimento de carreiras em colaboração com o Gabinete de Inserção Profissional. Como objectivo a médio prazo admite-se a edição de uma newsletter em formato electrónico.    

 
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5.2.- Associação Académica

De acordo com  a Lei n.º 62/2007, de 10 de Setembro, artigo 21.º, bem como do artigo 68.º dos novos estatutos da universidade, a UAL continua a promover e a apoiar a actividade da Associação Académica.
 
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5.3.- Apoios aos estudantes

São de realçar, para além das estruturas referidas noutros pontos, o Gabinete de Acção Social,  o  Gabinete de Inserção Profissional, a Sala Universia (protocolo com a Universia, Rede de Universidades (www.universia.pt), e a Autónoma 24 horas (ver ponto 6.3).

O Gabinete de Acção Social coordena os procedimentos relativos à concessão de bolsas, redução de propinas e celebração de protocolos com entidades diversa, com vista à redução do montante das mesmas.

O Gabinete de Inserção Profissional promove e coordena as actividades com vista à inserção dos diplomados na vida activa, através da divulgação de informação, da oferta de estágios profissionais e da realização de protocolos com entidades empregadoras. Para levar a cabo a missão de apoio na inserção e adaptação à vida profissional dos finalistas e licenciados da UAL, o GIP desenvolveu a sua actividade junto da comunidade empresarial e da sociedade em geral, tendo como principais objectivos: a)- responder aos diversos pedidos de recrutamento enviados pelas empresas, adequando e filtrando com rigor a procura e a oferta; b)- promover a ligação entre o mundo académico e empresarial, através da realização de estágios (perto de duas centenas, em média, por ano) em cerca de setenta empresas de reconhecido prestígio; c)- proporcionar experiências profissionais com reconhecido valor acrescentado através do desenvolvimento conjunto de planos de trabalho.  O número de inscrições no GIP  nos últimos três anos foi a seguinte:

Cursos / Anos

2006

2007

2008

Total

Arquitectura

0

0

0

0

Ciências da Comunicação

81

65

56

202

Direito

132

125

115

372

Economia

32

21

35

88

Engenharia Informática

36

40

46

122

Gestão

39

8

32

79

História

10

12

2

24

Informática

10

19

32

61

Informática de Gestão

22

18

41

81

Línguas e Literaturas Modernas

14

21

10

45

Matemática Aplicada

0

0

0

0

Psicologia

8

12

22

42

Relações Internacionais

15

10

12

37

Sociologia / Ciências Sociais

20

19

15

54

Tradutores e Intérpretes

14

12

5

31

Pós-Graduações

20

24

11

55

Total

453

406

434

1293

Por outro lado, o total de colocações asseguradas pelo GIP no mercado de trabalho tem vindo a aumentar como se pode ver no quadro seguinte:

Cursos / Anos

2006

2007

2008

Total

Arquitectura

0

0

0

0

Ciências da Comunicação

15

22

16

53

Direito

15

25

23

63

Economia

10

21

10

41

Engenharia Informática

11

24

35

70

Gestão

18

25

31

74

História

3

2

0

5

Informática

19

27

34

80

Informática de Gestão

21

17

41

79

Línguas e Literaturas Modernas

8

11

6

25

Matemática Aplicada

8

0

0

8

Psicologia

9

12

21

42

Relações Internacionais

7

7

12

26

Sociologia / Ciências Sociais

7

15

23

45

Tradutores e Intérpretes

11

10

14

35

Outros Cursos/Pós-Graduações

8

7

6

21

Sub-Total

170

225

272

667

Outros (*)

90

100

40

230

Total

260

325

312

897

Através do GIP, a UAL faz parte das instituições (mais de oitocentos organismos) que participam no Trendence Graduate Barometer (antigo European Student Barometer), o maior questionário europeu sobre educação e carreira profissional, conduzido pelo Trendence Institut. Ver, a este respeito,  (http://www.trendence.com/index.html?&no_cache=1&L=1).

 
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6.- RECURSOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM

6.1.- Biblioteca Central

As funções da Biblioteca estão consagradas no artigo 50.º dos novos estatutos da universidade. Com 132 lugares e 619 m2, a Biblioteca é uma plataforma de recursos bibliográficos de suporte ao ensino e à investigação. Para além do reforço e diversificação do fundo bibliográfico em papel, disponibiliza-se o acesso a bases de dados e aposta-se na formação dos utilizadores. Garante-se o empréstimo domiciliário e interbibliotecas, presta-se aconselhamento sobre a formalidade da apresentação de dissertações ou teses bem como auxílio personalizado à elaboração de trabalhos e, actualmente, estuda-se a criação duma Biblioteca Digital da UAL. Existem protocolos com várias entidades e foi criado recentemente uma conta no Twitter.

No ano lectivo de 2006/2007 é de referir o reforço e diversificação do fundo bibliográfico, o alargamento do horário de atendimento, o lançamento de diagnósticos de necessidade de informação, o melhoramento da Sala Internet e a comunicação com os utilizadores através de correio tradicional, e-mail, telefone e fax. Neste ponto salienta-se a comunicação por e-mail com grupos de interesses específicos com os quais se manteve um diálogo constante. Nas mudanças pedagógicas para o desenvolvimento das competências é de destacar o apoio à disciplina de Metodologia do Trabalho Científico, a avaliação para a aquisição de Bases de Dados e o acesso a ‘trials’ de outras bases de dados. De assinalar o enorme esforço colocado na formação de utilizadores, na auscultação de necessidades, na organização de visitas guiadas e nas sessões de esclarecimento nas aulas no início dos semestres.

Nos indicadores das mudanças do trabalho do aluno (horas de contacto, outras) verifica-se uma procura muito maior dos serviços da Biblioteca que se reflecte no aumento do empréstimo domiciliário, nas reservas de documentos, pedidos de pesquisas e orientação e no número de utilizadores. Nas medidas de promoção ao sucesso escolar, a Biblioteca reforçou o serviço de apoio personalizado e/ou em grupo na execução formal dos trabalhos, nas pesquisas e nos empréstimo interbibliotecas. Ao nível da investigação prestou um apoio muito próximo ao IIPUAL e a todos os mestrandos e doutorandos através da aquisição de bibliografia específica, empréstimo interbibliotecas, pesquisa, localização e acesso a documentos de difícil acesso, elaboração e/ou revisão de bibliografias específicas e no aconselhamento sobre a formalidade da apresentação das dissertações ou teses.
Ao nível da comunicação foram consolidadas as actividades de informação aos docentes sobre o processo de aquisição bibliográfica, o fomento das permutas com as publicações editadas pela EDIUAL e estabelecidos  protocolos com várias entidades.

No ano lectivo de 2007/2008, na sequência da implementação do Processo de Bolonha, a Biblioteca reavaliou normas e procedimentos de se destaca o reforço e diversificação do fundo bibliográfico, a alteração do Regulamento da Biblioteca,  a manutenção do alargamento do horário de abertura e fecho, a aquisição de novos equipamentos (mobiliário, alarmes e informática) e o reforço das competências dos recursos humanos através da formação pessoal em línguas e recursos tecnológicos. Foram continuadas as acções sobre diagnósticos de necessidade, melhoramento da Sala Internet,  comunicação com os utilizadores, apoio à disciplina de Metodologia do Trabalho Científico, promoção do acesso a ‘trials’ de bases de dados, formação de utilizadores, visitas guiadas e sessões de esclarecimento nas aulas no início dos semestres. Intensificou-se o  acesso a Bases de Dados através de assinatura gratuita aos alunos e procedeu-se ao estudo para a criação duma Biblioteca Digital. Nos indicadores das mudanças verificou-se uma procura muito maior dos serviços da Biblioteca no que se refere aos empréstimos domiciliário, interbibliotecas, reserva de documentos, pedidos de pesquisa e orientação e no número de utilizadores. Continuaram-se as actividades de apoio ao sucesso escolar, aos mestrados e doutoramentos.

No ano lectivo de 2008/2009, aproximaram-se ainda mais as práticas quotidianas às exigências colocadas pelo Processo de Bolonha em todos os pontos já referidos nos anos anteriores bem como na aquisição de novos equipamentos (mobiliário, alarmes e informática) e no reforço das competências dos recursos humanos através da formação pessoal em línguas e recursos tecnológicos. Quanto às inovações que foram introduzidas é de realçar  a aquisição de um módulo de gestão de publicações periódicas, a catalogação das publicações periódicas, o tratamento documental das dissertações de mestrado defendidas e o apoio à elaboração dos curricula no formato europeu. Está em fase de apreciação final o  projecto da criação duma Biblioteca Digital.
 
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6.2.- Oficinas de competências

No início do ano lectivo foram tomadas algumas medidas de apoio aos alunos que transitaram do secundário ou ingressaram na universidade ao abrigo da legislação para maiores de 23 anos e que apresentavam lacunas de formação. Entre essas medidas contam-se as aulas de inglês e de metodologia do trabalho científico bem como cursos gratuitos de Matemática e de Português em horário extra curricular e em regime facultativo. A Autonoma Language School, em estreita colaboração com os departamentos, promoveu igualmente cursos de curta duração em diversos domínios linguísticos.

 
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6.3.- Autónoma 24h

Esta estrutura inovadora de apoio permanente e aberto às mais diversas actividades e trabalhos dos alunos foi criada, em finais do ano lectivo de 2007/2008, e funcionou ao longo do corrente ano lectivo com excelentes resultados. É um espaço que os alunos podem utilizar sem limites de horário, apenas com restrições de identificação nalguns períodos, para estudo individual ou em grupo.

O espaço está equipado com recursos de repografia, computadores, acesso à internet, máquinas de self-service para alimentos e bebidas não alcoólicas e serviço de multibanco. No âmbito do protocolo com o Santander Universidades serão colocados, durante o ano lectivo de 2009/2010,  novos computadores e terminais, postos de impressão e um serviço de self-service de repografia.  

 
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7.- AVALIAÇÃO E GARANTIA DA QUALIDADE

7.1.- Comissão Parlamentar de Educação e Ciência

Representada pelo Chefe de Gabinete da Reitoria, Professor Doutor José Subtil, a UAL colaborou com a Comissão Parlamentar de Educação e Ciência através do parecer de 22 de Setembro de 2008 sobre as alterações decorrentes do Processo de Bolonha (ver Anexo XVII) bem como na participação nas jornadas organizadas pela mesma comissão parlamentar. A documentação da Conferência, incluindo a gravação áudio e as apresentações dos oradores, pode ser consultada no seguinte endereço:
http://www.parlamento.pt/sites/COM/XLEG/8CECposRAR/Actividades/Paginas/Conferencias.aspx

 
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7.2.- Avaliação Interna

O Gabinete de Auto-avaliação para a Qualidade, já em funções nos anos anteriores, ficou consagrado nos novos estatutos da universidade (ver artigo n.º 49) tendo por missão contribuir para o incremento da qualidade das actividades pedagógicas e científicas.

O meio envolvente às universidades caracteriza-se, actualmente, por processos de mudança profundos que se traduzem em exigências acrescidas. Esta mudança é potenciada pelas dinâmicas socio-políticas ligadas, fundamentalmente, ao processo de Bolonha, mas também à concorrência avassaladora que varre actualmente o mundo universitário, exigindo respostas rápidas e um percurso contínuo no sentido da maior qualidade. Assim a análise sistemática das percepções, das evoluções e das dinâmicas internas potenciadas por este processo emerge como fundamental na vida das instituições universitárias.

Neste contexto o Gabinete de Auto-avaliação para a Qualidade enfrenta um crescente desafio: manter vivo e contínuo o processo de avaliação, auto-conhecimento e qualidade da UAL, com particular incidência para os seus ciclos de estudo. Assim o referido Gabinete pretende dar resposta aos seguintes objectivos: avaliar os parâmetros de desempenho da Instituição ao nível do ensino e elaborar diagnósticos de apoio à gestão,  que se assumam como um instrumento de suporte a vários níveis: i)- A Direcção e a Reitoria: obterão informações úteis na definição das suas estratégias globais de continuo incremento da Qualidade e adaptação a Bolonha; ii)- Os Departamentos: poderão desenvolver estratégias pedagógicas no sentido de melhoria contínua dos pontos fracos, eventualmente detectados, e de incremento dos pontos fortes.

Taxa de participação , dinamização e mobilização dos agentes pedagógicos

A obrigatoriedade da auto-avaliação no ensino superior consubstancia-se na Lei n.º 38/2007 de 16 de Agosto. Com base nas deliberações da referida legislação foi elaborado um modelo de auto-avaliação que se iniciou, com carácter experimental, no passado ano lectivo e que se consubstanciou  na aplicação de 3 tipos de questionário:

1.- Questionário aos Novos alunos, que atingiu uma taxa de participação máxima de cerca 18 % do Universo;

2.- Questionário aos Alunos em Avaliação contínua que atingiu uma taxa de participação máxima de cerca de 10 % do Universo;

3.- Questionário aos Docentes que atingiu uma taxa de participação máxima de cerca de 40 % do Universo.

Para dinamizar os sub-universos enunciados, e garantir uma resposta expressiva aos questionários, o Despacho Reitoral n.º 15/08 de 25 de Julho de 2008, prevê a formação, ao nível de cada departamento, de uma Comissão de auto-avaliação composta por dois professores a tempo integral e pelos delegados de turma. Estas Comissões trabalham em articulação com o Gabinete de Auto-avaliação para a Qualidade e responsabilizam-se, ao nível do seu Departamento/curso, pela divulgação e o apoio técnico necessário na resposta aos questionários on-line.

Tendo em conta que a auto-avaliação é um processo necessariamente sistémico  muitos são os que internamente se empenham e articulam com o Gabinete de Auto-avaliação: a Direcção, a Reitoria, a Informática, o Marketing a Associação de Estudantes e, a nível departamental, as comissões de auto-avaliação. Para incentivar os alunos a responder aos questionários de auto-avaliação, o seu lançamento é normalmente patrocinado sendo atribuído, por sorteio, prémios de respondente.

Instruções para preenchimento dos questionários e análise estatística

Os questionários podem ser preenchidos de forma simples obedecendo às seguintes instruções:

1.- O aluno/professor entra no endereço www.webmail.ual.pt, directamente no browser  da Internet ou através do Portal Académico; 2.- Entra no seu e-mail

3.- Encontra um conjunto de e-mails com indicação dos questionários a que deverá responder;

4.- Depois é só clicar no link respeitante ao questionário, responder e submeter o questionário;

5.- No final, e no caso dos alunos, deverá registar a sua senha para se habilitar a prémios de respondente;

6.- Os dados obtidos a partir das respostas são automaticamente transferidos para uma base de dados, expurgando qualquer elemento identificador, sendo assim garantido o  anonimato.

A análise estatística realiza-se num programa estatístico apropriado, de forma automática e consiste numa estatística descritiva, univariada e bivariada, complementada, em algumas situações, com uma Análise de Componentes Principais.

Auto-avaliação para alunos em avaliação contínua 2008-2009

Passamos a apresentar os resultados globais obtidos a partir das aplicação dos questionários. O questionário de auto-avaliação para alunos em avaliação contínua aplica-se semestralmente e encontra-se dividido em 5 partes a saber:

1.- Informação sobre o aluno:
Número de inscrições realizadas na disciplina, Tempo semanal gasto na disciplina para além das aulas, Idade, Género e Condição perante o ensino.

2.- Auto-avaliação do aluno:
Preparação académica para a frequência da disciplina, Assiduidade, Participação/intervenção, Dedicação à disciplina fora das aulas e Resultados obtidos na disciplina.

3.- Avaliação da disciplina:
Volume de trabalho, Contributos dos elementos de estudo, Adequação do método de ensino, Articulação aulas práticas/aulas teóricas, Carga horária, Articulação entre programas, Formação humana e ética, Método de avaliação, Coerência dos resultados da avaliação e Avaliação global.

4.- Avaliação do docente:
Assiduidade, Pontualidade, Domínio das matérias, Capacidade de exposição, Capacidade para estimular interesse, Disponibilidade para esclarecer dúvidas, Cumprimento do programa, Relação pedagógica, Desenvolvimento do raciocínio e do espírito critico, Comunicação da avaliação e Avaliação global.

5.- Avaliação das salas de aulas, laboratórios e outros recursos ao dispor:
Instalações, Adequação dos espaços, Condições físicas das salas de aulas, Qualidade do mobiliário e equipamento, Disponibilidade de equipamentos informáticos, Adequação dos equipamentos informáticos ao estudo da matéria, Disponibilidade e acesso dos meios audiovisuais, Disponibilidade e acesso às salas de estudo, Disponibilidade e acesso à biblioteca e Estruturas de apoio (bar, cantina, apoio social).

Os alunos pronunciam-se, para cada um destes parâmetros, de acordo com uma escala de avaliação tipo Lickert que contempla as seguintes dimensões: Mau (1), Medíocre (2), Suficiente (3), Bom (4), Muito Bom (5), Não Responde (NA).

Resultados Globais para os alunos em avaliação contínua

A satisfação percebida por parte dos alunos permite identificar como ponto forte da Universidade Autónoma de Lisboa o corpo docente, sobretudo no que respeita à assiduidade, pontualidade e domínio das matérias dadas. Aproxima-se também do bom a disponibilidade dos docentes para esclarecer dúvidas e a capacidade de transmissão das matérias dadas. As disciplinas na sua globalidade são classificadas com suficiente, tendo uma avaliação inferior à dos docentes. Os alunos realizam uma auto-avaliação tendencialmente suficiente. O item assiduidade é o único avaliado com bom no que respeita à auto-avaliação dos alunos. Os equipamentos são, grosso modo, classificados com suficiente. A disponibilidade de acesso à biblioteca é o item mais bem classificado, seguido das estruturas de apoio (bar, cantina, apoio social).

Questionário do Perfil dos novos alunos da UAL

O questionário dos novos alunos pretende reconstituir o perfil destes estudantes, é lançado anualmente no 1º semestre e apresenta os seguintes campos: trajectória e pertença sociofamiliar; trajectória durante a frequência do curso; comunicação, divulgação e escolha da UAL; escolha do curso.

Resultados globais para o questionário dos novos alunos

Pretendemos sumariamente dar conta dos resultados obtidos a partir dos referidos questionários, com o intuito de reconstituir, de forma parcial, uma sociografia dos alunos que se inscrevem pela primeira vez na UAL. A última aplicação deste questionário decorreu no início do 1º semestre do passado ano lectivo.

Sociografias

Os alunos da UAL inquiridos apresentam alguma heterogeneidade em termos de origens socioculturais, embora apresentem um tendência maioritária para a pertença a famílias de médio capital social e cultural, pois encontramos predominantemente um conjunto de alunos cujos pais possuem escolaridade até ao 9º ano e profissões pouco qualificadas. Ressaltamos que esta análise é parcial, pois apenas tem em conta a profissão e o nível de escolaridade dos pais. Acrescentamos que os novos alunos da UAL são maioritariamente portugueses e residem e estudam na área metropolitana da Grande Lisboa.

Escolhas Académicas

Os alunos escolhem o curso essencialmente por vocação ou pela expectativa em relação às saídas profissionais. Escolhem a UAL por terem boas referências do curso e da qualidade do ensino, por parte de familiares e/ou amigos, fazem-no também pela centralidade em termos de localização. Assim sendo podemos concluir que as sociabilidades se afiguram fundamentais para a escolha da Universidade, não sendo, porém, determinantes para a escolha do curso, emergindo aqui outras variáveis relacionadas com a vocação percebida e estratégias profissionais.

A Universidade Autónoma de Lisboa

Os meios de divulgação da UAL que mais impacto tiveram na população de respondentes foram os amigos e família, seguidos do site da UAL e do Google. A maioria dos alunos não conhecia a Universidade e esta não constituiu a sua primeira opção para a frequência do curso superior, porém a maioria dos respondentes, neste momento, não mudaria mesmo que tivesse oportunidade para tal.

Questionário aos docentes

O questionário dos docentes é aplicado anualmente e encontra-se dividido em 5 partes a saber:

1.- Informação sobre o docente:
Há quanto tempo dá aulas nesta disciplina, Tipo de aulas que lecciona nesta disciplina, A sua idade, O seu género e A sua condição perante a Escola.

2.- Auto-avaliação do docente:
A sua assiduidade às aulas desta disciplina, A sua pontualidade às aulas desta disciplina, A sua capacidade de comunicação/exposição nas aulas, A sua capacidade para estimular o interesse dos alunos e A sua disponibilidade para esclarecer dúvidas fora das aulas.

3.- Avaliação da disciplina:
A proporção entre aulas práticas e aulas teóricas, A adequação do programa à carga horária, A articulação do seu programa com o de outras disciplinas do curso, A contribuição da disciplina para a formação humana e ética dos alunos e A contribuição da disciplina para a formação técnica dos alunos.

4.- Avaliação dos alunos:
Assiduidade, Pontualidade, Participação, Contributo da preparação anterior para a aprendizagem nesta disciplina e Interesse.

5.- Avaliação do curso:
Espírito de equipa entre os docentes do curso, Regime de avaliação praticada no curso, Componente prática do curso, Ligação do curso ao exterior e Avaliação global do curso.

6.- Avaliação das salas de aulas, laboratórios e outros recursos ao dispor:
Instalações, Adequação dos espaços, Condições físicas das salas de aulas, Qualidade do mobiliário e equipamento, Disponibilidade de equipamentos informáticos, Disponibilidade e acesso dos meios audiovisuais, Disponibilidade e acesso às salas de estudo, Disponibilidade e acesso à biblioteca e Estruturas de apoio (bar, cantina, apoio social).

7.- Grau de satisfação por ser docente desta instituição.

8.- Como avalia a UAL, na sua globalidade, e no que se refere a:
Comunicação interna, Apoio pedagógico à actividade docente, Apoio administrativo à actividade docente e Apoio à investigação.

9.-  Horas de trabalho:
Para preparação das aulas/sessões de contacto, Atendimento aos alunos, Correcção de testes, Orientação de trabalho de grupo, Análise de relatórios e outros trabalhos individuais do aluno e Total de Horas de Trabalho.

Os Docentes pronunciaram-se, para cada um destes parâmetros, de acordo com uma escala de avaliação tipo Lickert que contempla as seguintes dimensões: Mau (1), Medíocre (2), Suficiente (3), Bom (4), Muito Bom (5), Não Responde (NA).

Resultados obtidos

A auto-avaliação dos docentes revela tendências percentuais centradas entre o Bom e o Muito Bom. Classificam particularmente bem a sua assiduidade e pontualidade às aulas. As disciplinas são classificadas tendencialmente com bom, apenas o item articulação do seu programa com o de outras disciplinas do curso é classificado com suficiente. O item “A sua contribuição para a formação técnica dos alunos” é o mais bem classificado pelos docentes. Os docentes avaliam os alunos com suficiente (tendencialmente). O item “Interesse pela disciplina” é o mais bem avaliado. O item com uma avaliação mais fraca é “A contribuição da preparação anterior para a aprendizagem da disciplina”. Os equipamentos são, grosso modo, classificados com suficiente. A disponibilidade de acesso à biblioteca é o item mais bem classificado, seguido das estruturas de apoio (bar, cantina, apoio social). O curso é classificado maioritariamente com suficiente e o item “espírito de equipa entre os docentes do curso” é o menos bem avaliado. Os parâmetros referentes à UAL são avaliados grosso modo com suficiente. O item menos bem avaliado é o apoio à investigação. Os docentes sentem-se globalmente satisfeitos por leccionarem nesta instituição. Despendem em média 6 a 7 horas semanais na preparação e apoio às aulas. Constata-se que apesar do reduzido envolvimento interno dos agentes institucionais no que respeita à auto-avaliação, a participação espontânea de um conjunto significativo de docentes denunciam um grau de integração e identificação institucional que podem constituir um suporte para a dinamização de uma cultura organizacional potenciadora de um ethos de escola. De referir que este ethos constitui um factor identificado pelas ciências da educação como um importante agente de construção do sucesso escolar.

Dinamização e mobilização dos agentes pedagógicos e taxa de participação

Consideramos como pontos fortes as vantagens actuais e futuras que acreditamos se poderão obter através do modelo de auto-avaliação em curso na Universidade Autónoma de Lisboa estruturado, em torno de sistemas  on-line . O processo de preenchimento on-line apresenta evidentes vantagens ao nível dos meios utilizados e da agilidade do processo que passamos a apresentar: a) - O processo de preenchimento é mais fácil e ágil do que o preenchimento em papel. Os questionários são enviados directamente para o e-mail dos potenciais respondentes e estes só respondem aos questionários respeitantes aos seus docentes o que dá uma garantia maior ao nível de validade dos dados; b) - Os dados são tratados e validados de forma automatizada e rápida, o que permite a obtenção de respostas quase imediatas aos questionários; c) - Os meios humanos e materiais necessários para desenvolver este procedimento, quer no que respeita à aplicação dos questionários quer no que respeita à sua inserção em base de dados é bastante menor do que a utilização de questionários em papel, o que resulta num processo mais eficaz e com menor esforço; d) - É banida a possibilidade de erro humano, que não se pode expurgar quando se inserem manualmente uma grande quantidade de dados; e) - Os inquiridos poderão tender a fornecer respostas mais verdadeiras pois respondem ao questionário no momento que desejarem; f)- É dada aos inquiridos maior segurança e garantia de anonimato; g)- O on-line constitui a tendência de futuro de todos os sistemas de auto-avaliação universitários.

Constrangimentos

Um processo desta natureza, pela mudança que implica, não se desenvolve de ânimo leve, pelo contrário, importa vencer resistências, descrença e dificuldades que se afiguram sempre presentes em qualquer processo de mudança. A aplicação dos questionários tem revelado  duas ordens de dificuldade: a)- Cultural - Manifestada na resistência e na descrença de que se possam obter respostas representativas com este procedimento, ou de que o sistema não funciona desta forma; b)- Técnica - Manifestada na dificuldade de cumprir os passos necessários para aceder ao webmail e responder ao questionário. Dificuldade de colocar correctamente o login e a palavra passe; c)- Estratégias desenvolvidas com o intuído de resolver o conjunto de problemas diagnosticados foram desenvolvidas, ou seja, o lançamento dos questionários foi acompanhado de divulgação no site da UAL, com folhetos e cartazes, a Associação Académica envolveu-se  no sentido de realizar um processo de divulgação junto dos alunos. E para divulgar o processo, os departamentos foram envolvidos através das referidas comissões de auto-avaliação que orientaram internamente o processo de resposta aos questionários. Foi, ainda, criado um sistema de incentivos com a atribuição de prémios através de sorteio aos respondentes bem como um sistema de apoio técnico no acesso ao webmail tendo sido atribuída uma sala equipada com computadores e com um técnico em permanência, para o efeito. A cada departamento foi entregue um CD contendo os resultados respeitantes aos cursos sob a sua alçada. Paralelamente  cada CD continha também o Relatório Global da Instituição para fins comparativos. Os resultados obtidos a partir dos questionários foram divulgados em plasmas distribuídos pela Universidade e a direcção da Administração Escolar fez seguir um e-mail de apresentação dos resultados e de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido.

Resultados Alcançados

O processo de auto-avaliação decorreu, no passado semestre, em paralelo com o processo de avaliação institucional ao qual a UAL voluntariamente se candidatou. Os dois processos conjuntos permitiram a criação de sinergias e a construção de um maior conhecimento institucional dos processos de avaliação.

Constata-se porém que o envolvimento interno dos agentes pedagógicos deve ser bastante mais elevado e dinâmico a fim de garantir uma participação que tem que ser muito superior à obtida nestes questionários. Importa, para tal, não esquecer que os processos de qualidade fazem parte de um constructo contínuo e do desenvolvimento de uma cultura que importa enriquecer e fortalecer. O Gabinete de Auto-avaliação para a Qualidade pretende, neste contexto, fornecer as bases de um diagnóstico sólido para que possa servir de apoio à gestão geral da Universidade e à gestão das várias unidades orgânicas, com o intuito de construir esse caminho de melhoria contínua da qualidade.

 
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7.3.- Avaliação institucional pela EUA (Associação Europeia das Universidades)

Na sequência da aprovação pela Direcção-Geral do Ensino Superior da candidatura da UAL à Avaliação Institucional pela European University Association (EUA), em Abril de 2009 foi nomeada a Comissão da Auto-Avaliação para preparar a visita da equipe da EUA cuja análise incidirá sobretudo na gestão estratégica e na avaliação e garantia da qualidade. A comissão foi coordenada pelo Professor Doutor José Amado Mendes e dela fizeram parte a Dr.ª  Célia Quintas (Gabinete de Auto-Avaliação para a Qualidade), Dr.ª Carolina Peralta (Gabinete de Relações Internacionais Institucionais), Dr.ª Madalena Mira (Biblioteca e Editora da UAL), como membros executivos e, ainda, teve a colaboração do Professor Doutor Álvaro Lopes Dias (representante dos docentes), Dr.º Paulo Cabrita (Centro de Informática), Dr.º Manuel Serejo (Gabinete de Comunicação e Imagem), Sr. Vasco Marques e Dr.º Pedro Santos (Área Administrativa e Financeira), Sr. Fernando Ferreira (Secretaria), Dr.ª Nélia Nora (Gabinete de Inserção Profissional), Dr.ª Cristina Dias (Centro de Estudos de História Empresarial e Instituto de Investigação Pluridisciplinar), D. Laura Santos (Associação dos Antigos Alunos) e o aluno Nuno Nabais (Associação Académica).

Tal como previsto, realizou-se nos dias 24, 25 e 26 de Novembro p.p., a primeira visita do painel de avaliadores, composto pelos seguintes elementos: Profª. Tove Bull (presidente), Prof. Lee Harvey (coordenador da equipa), Prof. Marian Dzimko e Thomas Ziehmer (aluno). A Profª. Esther Giménéz-Salinas não pôde estar presente. Consoante o programa estabelecido, a visita, além de um breve circuito pelas instalações da UAL, incluiu diversos encontros com: Reitor e membros da Direcção da Cooperativa de Ensino Universitário; Coordenador da Comissão de Auto-Avaliação e Elemento de Contacto; Comissão de Auto-Avaliação; Representantes do Corpo Docente e dos Alunos; Presidente da Associação Académica e do Núcleo Africano; parceiros externos (APSIOT, Grupo Santander, Escola de Enfermagem e Instituto de Estudos Militares).

 
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8.- MOBILIDADE DE ESTUDANTES E PROFESSORES

O Gabinete de Relações Internacionais Institucionais (GRII) assegura a mobilidade de alunos e de professores no âmbito do programa Erasmus desde Junho de 2006, altura em que foi criado. Foi consagrado nos novos estatutos da universidade (artigos n.º s 43 e 44).

No ano lectivo de 2006/2007 beneficiaram do programa 13 alunos que frequentaram o ano lectivo (10 meses) nas seguintes instituições: Universidade de Amsterdão (1); Universidade de Barcelona (4); Politécnico Milão ( 5); Universidade de Roma (3). À excepção de um aluno de Relações Internacionais, os restantes eram de Arquitectura. O número de alunos estrangeiros ascendeu a 23, provenientes da Republica Checa, Espanha  e da Itália. Frequentaram os cursos de Gestão (8), Arquitectura (11), Tecnologias da Informação (2) e  Ciências da Comunicação (2). Não houve mobilidade de docentes muito embora existissem protocolos com as seguintes instituições: Universidade de Berlim (Filologia); Universidade de Arkus, Dinamarca (Humanidades); Universidade Complutense de Madrid (Informática); Universidade Politécnica de Madrid (Arquitectura), Universidade de Salamanca (História e História de Arte), Universidade de Valladolid (Tradução/Interpretação), Universidade de Amsterdão (Relações Internacionais); Universidade Politécnica de Veneza (Arquitectura), Universidade de Roma (Arquitectura, Ciências da Comunicação), Universidade da Polónia (Gestão, Economia). A razão para que tal tenha acontecido prende-se com a não existência de bolsas atribuídas pela Agência Nacional devido ao facto de a UAL não as ter solicitado aquando da sua candidatura ao Programa. A nível de apoio financeiro, a UAL concedeu aos alunos em mobilidade um desconto de 50% na propina mensal. Todos revelaram satisfação com a estadia fora do país e com a experiência de estudar numa universidade estrangeira. Declararam, contudo, alguma insatisfação face ao montante reduzido da bolsa, momento do seu pagamento, fraco acompanhamento e dificuldades de integração por causa da dimensão das universidades de acolhimento que contrastava com o ambiente mais acolhedor da UAL. O processo de creditação e equivalência das unidades curriculares decorreu normalmente.

No ano lectivo de 2007/2008, 10 alunos participaram no programa Erasmus mas sem qualquer bolsa em virtude da UAL não ter recebido financiamento da Agência Nacional por se ter atrasado na candidatura mas a redução em 50%  das propinas manteve-se. Os alunos frequentaram as seguintes instituições: Universidade de Salamanca (Direito), 2 alunos, 2 semestres; Universidade Complutense de Madrid (Ciências da Comunicação), 2 alunos, 1 semestre; Politécnico de Milão (Arquitectura), 3 alunos, 2 semestres; Universidade de Roma (Arquitectura), 3 alunos, 2 semestres. Apesar dos alunos de Arquitectura liderarem as mobilidades, nota-se a presença, pela primeira vez, de alunos de Direito e de Ciências da Comunicação. Um dos factores que poderá estar na origem da fraca mobilidade é o facto de muitos dos nossos alunos serem trabalhadores estudantes.  Para além destes alunos, um outro grupo (cerca de 21) demonstrou  interesse numa experiência Erasmus, tendo preenchido o formulário inicial de candidatura. Por motivos que se desconhecem não deram continuidade à candidatura, muito provavelmente por não terem beneficiado de bolsa de mobilidade. Quanto aos alunos estrangeiros em mobilidade na UAL, o número ascendeu a 19, provenientes da Republica Checa (3), Gestão; da Espanha (8), Direito, Arquitectura, História de Arte; Informática; da Itália (7), Arquitectura, e Brasil 1 (Psicologia). Não houve mobilidade de docentes muito embora se tenham alargado protocolos com as universidades de Craiova, Roménia, e da Suíça Italiana (Mendrísio).

No ano lectivo de 2008/2009 beneficiaram do programa um total de 9 alunos, dos quais 8 tiveram uma mobilidade de 10 meses, e um de 6 meses. Os 8 alunos acima referidos frequentaram as seguintes instituições; Politécnico de Milão, Arquitectura (3 alunos):  Universidade Politécnica de Madrid, Arquitectura (2 alunos); Universidade da Suíça Italiana Mendrísio, Arquitectura (1 aluno); Universidade Complutense de Madrid, Relações Internacionais, Ciências da Comunicação (2 alunos). Uma aluna frequentou a Universidade Autónoma de Madrid, Gestão (6 meses).  Todos beneficiaram de bolsa de mobilidade porque a UAL se candidatou ao financiamento europeu atribuído através da Agência Nacional PROALV. E a redução no pagamento de propinas manteve-se. Na opinião destes alunos a mobilidade foi uma boa experiência académica nos países de acolhimento e o contacto com outras culturas foi uma mais valia para as futuras vidas profissionais. O número de alunos estrangeiros que procurou a UAL ascendeu a 21, provenientes dos seguintes países: i)- Itália: 9 alunos, dos quais 7 em Arquitectura e 2 em Relações Internacionais, oriundos das seguintes universidades: La Sapienza (Roma), IUAV (Veneza); Politécnico de Milão; ii)- Espanha: 11 alunos, dos quais 7 em Arquitectura, 2 em Direito e 2 em Ciências da Comunicação, provenientes das Universidades de Alcalá de Henares, Comillas (Madrid), La Salle Barcelona e Politécnica de Madrid; iii)- Suiça: 1 aluna, em Arquitectura, proveniente da Universidade da Universidade da Suíça Italiana (Mendrísio). Segundo os dados recolhidos junto destes alunos, a satisfação foi total, procurando alguns prolongar a sua estadia ou optar pela transferência para a UAL. Durante este ano verificou-se, pela primeira vez, a mobilidade de docentes através de duas bolsas concedidas pela AN.  Um docente do departamento de Ciências Económicas e Empresariais esteve uma semana na Universidade de Starbeck Graduate School of Business Economics, em missão de ensino e investigação e um outro, do Centro de Investigação e Desenvolvimento em Ciências Jurídicas, esteve uma semana na Universidade de Direito de Salamanca. Dinamizaram-se novos protocolos com as universidades de Amsterdão (Ciências da Comunicação) e de Trondheim (Arquitectura, Noruega).

De forma a desenvolver estes programas de mobilidade e cooperação na linha dos objectivos da Agência Europeia, o GRII recebeu, no final do ano lectivo, a visita da Coordenadora de Intercâmbios da Faculdade de Ciências da Comunicação da Universidade de Roma La Sapienza, com a qual se acordou reforçar o protocolo. Uma delegação composta por três altos representantes da Universidade de Craiova (Roménia) deslocou-se igualmente à UAL com o intuito de reforçar o acordo de intercâmbio existente e fomentar a investigação em projectos comuns.

 
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9.- INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA

A investigação continuou a ser assegurada pelo Instituto de Investigação Pluridisciplinar (IIPUAL) que integra os Centros de Estudos de Economia Internacional, História Empresarial, Arqueologia, Estudos do Mar, Investigação em Psicologia e Observatório de Relações Exteriores. Os projectos em curso integram as seguintes linhas de investigação: i)- urbanismo e monumentos públicos; ii)- metodologias de diálogo em configurações de conflito; iii)- tratados, nomenclaturas náuticas e construções navais europeias do século XVI ao século XVIII”; iv)- vulnerabilidade psico-social e instabilidade de contextos; v)- história e cultura das organizações: passado, presente e futuro; vi)- e actores sociais e territórios de poder.

Para além do IIPUAL, foram dinamizados outros centros de investigação dependentes da direcção dos departamentos como sejam o Centro de Investigação e Desenvolvimento em Ciências Jurídicas, o Centro de Estudos em Estratégias e Finanças Empresariais, o Centro de Direito da Família, o Centro de Análise Económica e Regulação Social, o Centro de Investigação de Geopolítica e da Conjuntura e o Centro de  Estudos de Sistemas de Informação e de Tecnologias Informáticas.

Essencial para o futuro da UAL, a área da investigação científica será um dos pontos centrais da estratégia de reforma nos próximos dois anos que se baseará, fundamentalmente, na definição dos centros e das áreas científicas que começarão a preparar projectos para submeterem à FCT, no desenvolvimento de uma estrutura conjunta de apoio administrativo e de acompanhamento técnico a todos os centros, maior afectação de investigadores a tempo integral, criação de bolsas de estudo integradas em planos de formação, tanto nos cursos de mestrado e doutoramento da UAL, como noutros cursos em universidades nacionais e internacionais. E na mobilização dos centros para celebrarem protocolos de colaboração e parceria com unidades de investigação financiadas pela FCT de forma a que os nossos alunos possam concorrer, em situação aceitável, aos financiamentos de bolsas de mestrado, doutoramento e pós-doutoramento pela FCT. 
 
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10.- PROVAS PÚBLICAS

Durante o corrente ano lectivo, a produção científica, resultante da investigação realizada para a obtenção dos graus de mestre e doutor, constitui um momento de  viragem na actividade científica e pedagógica da UAL e resulta, sem dúvida, das medidas que foram tomadas para a concretização do Processo de Bolonha. Os  mestrados e doutoramentos representaram,  neste ano, mais de 30% de todos os graus conferidos pela universidade. E foram, ainda, realizadas as duas únicas provas para a obtenção do título de agregado bem como duas outras provas para o acesso à categoria de professor associado. 

 
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10.1.- Grau de Mestre

Entre Setembro de  2008 e Outubro de 2009 realizaram-se 11 provas públicas no mestrado em Direito, 3 provas públicas no mestrado em Ciências Documentais, 18 provas públicas no mestrado em Gestão de Empresas, 3 provas públicas no mestrado em Ciências da Comunicação, 3 provas públicas no mestrado em Estudos Portugueses, 3 provas públicas no mestrado em Estudos da Paz e da Guerra nas Novas Relações Internacionais, 16 provas públicas no mestrado em Arquitectura, ou seja, um total de 57 dissertações em várias áreas científicas, numa média de cerca de cinco provas por mês.

No ano lectivo de 2007/2008  tinham-se realizado 14 provas, uma por mês, o que significa, portanto, que a produção científica quintuplicou durante o corrente ano lectivo. Se, por outro lado, compararmos com o total de 168 provas de mestrado realizadas na UAL, desde a sua fundação (1986) até ao final do corrente ano lectivo, a produção de dissertações de um só ano (2008/2009) representa 34% de um ciclo de 23 anos de actividade da universidade.        

 
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10.2.- Grau de Doutor

Obtiveram o grau de Doutor, Eduardo Fontão Mont’Alverne Brou com o tema A Second Best Invisible Hand: Equilíbrio em Mercados Contestáveis com Discriminação de Preços do 2º Grau, Rendimentos Crescentes de Escala e Assimetrias de Informação, no Curso de Economia, com orientação do Professor Doutor José Amado da Silva; Armindo Saraiva Matias com o tema Perspectiva Jurídica da Regulação Bancária, do curso de Direito, com orientação da Professora Doutora Ana Cristina Roque; Luís Manuel Alves de Fraga com o tema Do Intervencionismo ao Sidonismo: Os dois segmentos da política de guerra (1916-1918), do curso de História, com orientação do Professor Doutor Fernando Catroga e co-orientação do Professor Doutor Luís Moita; João Batista Teixeira com o tema A Busca da Justa Reprimenda no Contexto do Estado de Direito, do curso de  Direito, com orientação do Professor Doutor Fernando José Silva; Irineu Simianer com o tema O Combate aos Cartéis Internacionais no Brasil e em Portugal: Uma análise de eficácia das Condições Institucionais, do curso de Direito, com orientação do Professor Doutor José de Campos Amorim.
Realizaram-se, portanto, 5 doutoramentos no corrente ano lectivo, contra 2 no ano lectivo de 2007/2008, representando uma taxa de 28% de todas as teses já concretizadas na universidade, num total de 18 doutoramentos.

 
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10.3.- Título de Agregado

No corrente ano lectivo tiveram lugar, também, as únicas provas realizadas na UAL no que respeita à obtenção do título de agregado. O Doutor Miguel Nuno Vieira de Carvalho d’Abreu Varela com uma lição sobre Marketing na Sociedade de Informação, área científica da Economia, e o Doutor Álvaro de Borba Cruz Lopes Dias com uma lição sobre Webmarketing, na área científica da Economia.

 
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10.4.- Categoria de Associado

O Doutor Renato Telo de Freitas Barbosa Pereira conclui as provas de acesso a professor associado com um relatório sobre a unidade curricular de Controlo de Gestão e de Custos do mestrado em Gestão de Empresas, e o Doutor João Maria Gomes Ribeiro Mendes com um relatório sobre a unidade curricular de Comunicação e Cultura da licenciatura em Relações Internacionais.

 
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11.- RELATÓRIOS DOS DEPARTAMENTOS

Em consequência da aprovação dos novos estatutos da UAL (ver 4.1), encontram-se em fase de reestruturação os Departamentos de Ciências Documentais, Turismo e Desporto, Ciências da Educação, Línguas e Literaturas Modernas e História.

 11.1.- Departamento de Arquitectura
Ver Anexo A

 11.2.- Departamento de Ciências da Comunicação
Ver Anexo B

 11.3.- Departamento de Ciências Económicas e Empresariais.
Ver Anexo C

 11.4.- Departamento de Ciências e Tecnologias
Ver Anexo D

 11.5.- Departamento de Direito
Ver Anexo E

 11.6.- Departamento de Psicologia e Sociologia
Ver Anexo F

 11.7.- Departamento de Relações Internacionais
Ver Anexo G

 
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12.- DIFICULDADES E POTENCIALIDADES DO PROCESSO DE BOLONHA

12.1.- Dificuldades

O Processo de Bolonha tem evidenciado algumas dificuldades na sua concretização. Desde logo, o sistema de monitorização do processo não tem sido fácil de implantar devido ao enraizamento de tradições académicas centradas no modelo de ensino dirigido, muito embora os dois primeiros anos tenham sido muito mais difíceis. Relacionado com estas práticas não tem sido fácil acertar e aferir a  contabilidade de créditos ECTS de cada unidade curricular justamente por causa da pluralidade das autonomias pedagógicas e científicas dos docentes responsáveis por cada programa e sua execução.

Devido à inscrição tardia dos alunos no primeiro ano dos cursos por causa dos exames de acesso, têm surgido problemas com a constituição das turmas, algumas, por ficarem com um número excessivo de alunos,  obrigaram a uma nova distribuição do serviço docente.

A questão das tutorias tem sido difícil de resolver, tanto por motivos logísticos como de interpretação coerente das funções do docentes, por isso, foi constituída uma comissão para elaborar um projecto de manual do tutor e práticas das tutorias.

Embora o portal académico tenha entrado em funções, o certo é que não tem sido possível dar continuidade à formação selectiva de docentes para o enraizamento desta plataforma electrónica.
A interacção com os gabinetes de orientação profissional no ensino secundário tem que ser reforçada tendo em vista a divulgação dos cursos da UAL e das condições de acesso e frequência.

É preciso criar uma agenda académica e divulgar as actividades da UAL por toda a comunidade para além dos meios ao dispor (placards, bandas electrónicas, boletim e website).

O mesmo se poderá dizer sobre a coordenação de uma Bolsa de Protocolos que sirva toda a UAL e cimente a ligação à sociedade civil e ao mundo empresarial.

Os problemas criados com a avaliação dos alunos que ingressam no ensino superior com maiores de 23 anos é um dos pontos que merece maior atenção tendo e vista o acompanhamento personalizado destes alunos. 

Os principais factores que têm estado na base do aumento de custos reportam-se, fundamentalmente, aos seguintes tópicos: a)- Selecção do corpo docente; b)- Turmas mais reduzidas; c)- Apoio aos órgãos associativos; d)- Obras de adaptação dos espaços; e)- Aquisição de novos equipamentos; f)- Reforço dos serviços administrativos; g)- Qualificação do processo de avaliação interna; h)- Serviço de Biblioteca; i)- Controlo da Assiduidade; j)- Infra-estruturas informáticas; l)- Tutorias.

A selecção do corpo docente tem sido sempre uma das nossas preocupações mas com o Processo de Bolonha teve novos contornos, nomeadamente na formação do corpo docente e na admissão de novos quadros qualificados com o grau de doutor. A primeira implica, obviamente, custos elevados, e, a segunda, um quadro de remuneração mais exigente.    

No que se refere à constituição das turmas, o Processo de Bolonha não é paginável com turmas superiores a 35 alunos, sendo ideal uma composição entre 25 a 30 alunos, devido, essencialmente, ao acompanhamento dos trabalhos do alunos e, sobretudo, ao novo método de ensino e aprendizagem que obriga a uma maior partilha de responsabilidades entre os docentes e os alunos. O mesmo se dirá quanto ao cumprimento dos requisitos do  novo Regulamento de Avaliação de Conhecimentos assente, fundamentalmente, na avaliação contínua de conhecimentos e da aquisição de competências. Com estas novas exigências, a organização das turmas teve, necessariamente, que implicar um aumento de custos substancial devido à multiplicação das horas a distribuir pelo corpo docente.
Quanto ao associativismo, os alunos exigiram, e bem, melhores condições para as suas práticas académicas o que nos obrigou a distribuir-lhes novos espaços e equipamentos para organizarem as suas actividades.

As exigências de turmas mais pequenas obrigou, também, a obras de adaptação dos espaços bem como ao equipamento das novas salas e à modernização das existentes, de forma a dotá-las de meios e  instrumentos técnicos capazes de apoiarem os novos métodos de ensino e aprendizagem, como projectores, computadores, secretárias, mesas e cadeiras. Algumas salas tiveram que ser totalmente ajustadas às novas condições de trabalho de forma a que os docentes pudessem ter capacidade de autonomia para readaptar os espaços das salas de aula de acordo com as metodologias de ensino.

O reforço dos serviços administrativos tem sido provocado por um aumento das actividades e por uma maior diversidade de funções no apoio a professores, departamentos e alunos, o que nos tem obrigado ao recrutamento de novos funcionários e à prática de horários diferidos para cobrir horários de atendimento mais alargados.
A qualificação do processo de avaliação interna teve como consequência o reforço em recursos humanos e de equipamento do Gabinete para a Avaliação da Qualidade bem como na aquisição de softwares para a aplicação de questionários de avaliação on line e respectivo tratamento estatístico.

Os serviços da Biblioteca Central tiveram que fazer novas aquisições bibliográficas e celebrar contratos de acesso a várias bases de dados científicos, para além de terem alargado os horários de atendimento aos alunos, sobretudo no período da noite.

A indispensabilidade do controlo da assiduidade, tanto para alunos como para professores, tem vindo a constituir, também, um das nossas prioridades mas com custos elevados por implicar o uso de equipamentos informáticos para qualificar os controlos em vigor e proceder a estatísticas que orientem as estratégias dos processos de ensino e de aprendizagem.

A implantação e o desenvolvimento de novas infra-estruturas informáticas de apoio à decisão e ao processamento burocrático tem tido um enorme aumento de despesas, acrescidas com o recrutamento de pessoal especializado para as suas manutenções.
 
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12.2.- Potencialidades

Evidenciaríamos, em síntese,  cinco grandes vantagens que, até ao momento, tem revelado a concretização do processo de ensino e aprendizagem introduzidas pelo Processo de Bolonha:


a)- o modelo da produção e transmissão do conhecimento que passou a ter um  novo contrato de ensino e de aprendizagem fundado na partilha de responsabilidades entre professores e alunos;

b)- o apoio tutorial para acompanhar a avaliação contínua foi um enorme avanço para a aquisição e consolidação de competências, embora os seus modelos e práticas não estejam ainda estabilizados; 

c)- a responsabilização das horas de trabalho dedicadas a cada unidade curricular obrigou os alunos a uma maior ligação à universidade e ao seu próprio percurso educativo;

d)- o desenvolvimento do projecto de trabalho como forma de autonomização da aprendizagem tem tido enormes reflexos nas práticas docentes e na qualidade dos trabalhos académicos;

e)- e, finalmente, a maior participação dos alunos no processo de monitorização das reformas, na avaliação dos docentes, das unidades curriculares e da sua própria auto-avaliação tem vindo, paulatinamente, a criar as bases de uma nova cultura académica, fundamental para responder aos desafios das sociedades contemporâneas. 

 
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13.- LINHAS PROSPECTIVAS

Pese embora o debate que decorre nas estruturas dirigentes da UAL e da CEU no que se refere à estratégia para os próximos anos, são temas consensuais os seguintes:

a)- Criar um Anuário com ampla divulgação que relate em detalhe todas as actividades da UAL;

b)- Dinamizar os alunos para fomentarem autonomamente encontros de inserção no mundo do trabalho através da divulgação dos seus trabalhos académicos, estágios e outras iniciativas;

c)- Criar uma estrutura de formação contínua de professores sobre desenvolvimento activo das aprendizagens, gestão curricular, uso das novas tecnologias, processos de ensino à distância e actualização científica;

d)- Promover a divulgação das dissertações e teses através de um arquivo digital disponível no website da UAL;

e)- Criar uma bolsa de competências nas áreas de formação para os mestrados e doutoramentos de forma a apoiar os módulos mais especializados dos conteúdos programáticos e assegurar a orientação da pluralidade dos temas dos projectos;

f)- Reforçar o recurso às novas tecnologias como forma de comunicação entre a comunidade académica da UAL e com o exterior, especialmente através das novas redes sociais (Facebook e Twitter);

g)- Investir no alargamento de espaços e equipamentos, nomeadamente o alargamento da rede wireless;

h)- Criar novas estruturas de apoio aos alunos maiores de 23 anos;

i)- Inovar no lançamento de notas pelos docentes através de um procedimento electrónico e comunicação aos alunos por mensagem sms, criando para o efeito o serviço SMS Autónoma;

j)- Partilhar redes de investigação científica com outras universidades nacionais e internacionais;

l)- Reforçar o apoio à mobilidade de estudantes e docentes;

m)- Promover as candidaturas a projectos científicos financiados pela FCT e incentivar e apoiar os alunos de mestrado e doutoramento a concorrerem a bolsas financiadas pela mesma fundação. 

 
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ANEXOS

I.- Oferta Formativa
II.- Calendário Escolar e Organograma
III.- Modelo de Projecto de Investigação
IV.- Regulamento do Regime de Estudos em Tempo Parcial e da Inscrição Avulsa em Unidades Curriculares
V.- Despacho reitoral n.º 15/08, de 25 de Julho
VI.- Despacho reitoral n.º 17/08, de 25 de Setembro
VII.- Despacho reitoral n.º 18/08, de 1 de Outubro
VIII.- Despacho reitoral n.º 20/08, de 27 de Outubro
IX.- Despacho reitoral n.º 21/08, de 28 de Outubro
X.- Despacho reitoral n.º 23/08, de 25 de Novembro
XI.- Despacho reitoral n.º 28/09, de 6 de Abril
XII.- Despacho reitoral n.º 29/09, de 7 de Abril
XIII.- Despacho reitoral n.º 30/09, de 14 de Abril
XIV.- Estatutos da Universidade Autónoma de Lisboa Luís de Camões
XV.- Criação do cargo de Provedor do Estudante
XVI.- Anteprojecto do Regimento da Provedoria do Estudante da Universidade Autónoma de Lisboa
XVII.- Parecer sobre o Processo de Bolonha remetido à Comissão Parlamentar de Educação e Ciência da Assembleia da República

 
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RELATÓRIOS

A- Relatório do Departamento de Arquitectura
B- Relatório do Departamento de Ciências da Comunicação
C- Relatório do Departamento de Ciências Económicas e Empresariais.
D- Relatório do Departamento de Ciências e Tecnologias
E- Relatório do Departamento de Direito
F- Relatório do Departamento de Psicologia e Sociologia
G- Relatório do Departamento de Relações Internacionais