"Nem me falta na vida honesto estudo" (Camões Os Lus.)
"Hoje a vigília é nossa" (Pessoa, Mens.)
"Criada em 13 de Dezembro de 1985, instalada no palácio dos Condes do Redondo, habitado desde 1552 pelo 13.º Conde, D. Francisco Coutinho, vizo-rei da Índia em 1561-1564, capitão de Arzila, amigo de Luís de Camões, e como este também poeta. Por isso se diz que nas suas salas paira o espírito de Camões, no seu nobre pátio ecoam os ais do Velho do Restelo e gemem os suspiros dolorosos de Inês de Castro. Com o actual estilo seiscentista, fruto da evolução dos séculos e de circunstâncias várias (sismos e diversa utilização), o Palácio foi vendido pelo então proprietário, a Família Espírito Santo, à Coope-rativa de Ensino Universitário (CEU). No acto da venda, ouvimos da boca do Senhor Manuel Espírito Santo estas palavras: «Só o vendo, porque se destina a uma Universidade».
A Universidade Autónoma de Lisboa, Luís de Camões, é hoje esta realidade incontestada, orgulho de fundadores. Ano a ano se tem ampliado em frutos materiais e espirituais, nunca sendo de mais salientar o esforço do órgão administrativo responsável para que se viva na Universidade uma vida saudável. É, porém, obra sempre inacabada, a solicitar a participação de toda a comunidade universitária. Que os de hoje saibam transmitir o espírito que os anima e a noção de grande responsabilidade aos continuadores de amanhã, e que estes por sua vez, se mostrem dignos e dêem continuidade ao trabalho realizado; numa palavra: saibam suceder. Antes de mais, haja plena consciência de que a Universidade Autónoma, pelas provas dadas, é imprescindível no ensino universitário português e europeu. Nas páginas da história da educação e do ensino em Portugal o renome da nossa Universidade é irrefragável."