

Concretizar Bolonha!
Consequência do trabalho intelectual das elites, a instituição universitária durante largos séculos criou uma espécie de torre de marfim que a desviou gradualmente das principais metas dos desígnios de hoje. De repente, pressentida que foi a crise da inadequação de muitos dos supostos ensinamentos, simultaneamente acompanhada pela quebra de frequência de alunos de perfil tradicional, o ensino superior desenvolveu novos paradigmas que o mesmo é dizer, novas estratégias de actuação que resultam agora na construção de um novo espaço educativo, à escala europeia, sob os auspícios da denominada Declaração de Bolonha.
Toda a Europa tem trabalhado afincadamente sob a regulamentação dos novos formatos e, ainda que não estejam alinhadas todas as peças do puzlle, nomeadamente os sistemas de aquisição e acreditação de competências (muitas delas informalmente adquiridas ao longo da vida) e ainda uma maior e mais esclarecida participação do tecido empresarial e cultural das nações.
No que à Autónoma diz respeito, assiste-se, desde já, a uma revolução tranquila e assim prosseguem os trabalhos de uma harmoniosa reorganização académica e administrativa onde todos têm lugar e os protagonistas exclusivos são os formandos que diariamente marcam presença no mercado de trabalho, a par de uma oferta educativa que se quer de excelência. Quem nos conhece, reconhece o lema. “Na Autónoma, o futuro já começou”, agora robustecido pela fórmula que invoca os conhecimentos, as capacidades e competências como denominador comum. Eduardo Costa Presidente da Direcção da C.E.U.